Crónica: Portugal regressa ao ESC 2014


PORTUGAL REGRESSA AO FESTIVAL EUROVISÃO DA CANÇÃO


       Após um mísero ano, em que apenas o verdadeiro fã deu importância ao Festival Eurovisão da Canção de 2013, surge finalmente uma boa notícia. No dia 7 de novembro, a RTP revelou que voltará ao maior certame de música da Europa já em 2014. O canal tinha desistido no ano anterior por causa de questões financeiras, que não permitiram que se incluísse a Eurovisão no orçamento disponível, mas o problema parece estar agora solucionado.
       Primeiro que tudo, há que louvar este regresso. O ano de 2013 foi chato para a RTP: desde mais reestruturações, despedimentos coletivos e até mesmo pouco investimento nos formatos televisivos. E todos nós sabemos que o custo da participação neste certame e de toda a preparação é imenso (sem conhecer valores exatos, posso afirmar que ultrapassará sem dúvida os 300 mil euros).
       Não nos podemos esquecer de que a Eurovisão é um programa televisivo. No entanto, o mesmo pretende ser diferente de todos os outros: apesar de cada vez menos, tenta mostrar a cultura musical e a produção artística de cada país. É quase obrigatório participar neste concurso: já tem história, já está enraizado na cultura dos países, faz parte das memórias de milhões de pessoas, é o mais visto a nível europeu. Razões não faltam.
       No entanto, eu também sou apologista em ir para o concurso nas nossas maiores forças. A conjuntura económica pode não ser a mais favorável, mas irrita-me que Portugal apenas vá unicamente para marcar presença. Não, este é o pensamento errado! É dinheiro deitado à rua, e o país não recebe nada em troca! Podemos lucrar muito com os bons lugares na Eurovisão e mesmo com a organização. Lembro que a cidade de Malmö obteve um lucro de 20 milhões de euros com a realização do espetáculo. Além disso, bons lugares originam prestígio e a vitória desenvolvimento (é o caso da Estónia que, após a Eurovisão, teve imensos apoios comunitários para o desenvolvimento e melhoria do país).
       Peço apenas que a RTP faça a escolha mais sensata e poderosa para este ano. Quer seja seleção interna ou se repita o Festival da Canção, só peço que tenham um bom lote de músicas para escolher mesmo a melhor, aquela que nos pode fazer conseguir o melhor lugar possível na Europa. Os artistas mais conhecidos pouco importam, o que interessa é mesmo a música e a qualidade do seu intérprete. Há tantos desconhecidos que são tão ou mais talentosos que os conhecidos. É uma questão de se pensar bem.

Imagem: Google
01/12/2013

2 comentários:

  1. Só a inscrição com despesas incluidas são cerca de 140 mil euros todos os anos para os países. Excepto para os BIG 5 que os custos rondam os 500 mil euros pois ter lugar garantido na final não é para todos independentemente dos resultados do ano anterior. e Também como são os países que mais dinheiro fornecem à EBU durante o ano sem eurovisões também são os escolhidos para estar na final.
    Depois a final nacional cada um gasta o que lhe apetece.
    Sim ganhar é impensável... um bom resultado já não é mau...
    Ass: ''Aspas'' ''Aspas''

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  2. Com a Aurea até vencemos e eu apoio que a RTP escolha a Aurea, e talvez:
    Eurovision Song Contest 2015 in Lisbon, Portugal

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