ESC2014: Crónica sobre a final da Eurovisão - por Tiago Rentes



Que grande show.

   Saudade é a palavra de ordem sempre que acaba um Festival Eurovisão da Canção tão bom como o deste ano. Nunca vi um festival tão rico visualmente como este. A tecnologia de luzes usada foi algo de fantástico e espero que nas próximas edições continue a ser usada com muita força.
  Ao início quando começaram a surgir as primeiras imagens do palco da arena de Copenhaga fiquei um pouco de “pé atras” mas depois de ver este espectacular palco a funcionar a 100% fiquei completamente rendido. Parabéns Dinamarca por toda esta produção soberba.


   O começo do Eurofestival foi algo que me despertou desde logo a atenção. A ideia dos fãs poderem participar na actuação de Emmelie de Forest fazendo os coros da canção foi algo mágico e muito bem executado, diferente das aberturas a que estamos habituados neste tipo de eventos.


   Os apresentadores do certame estiveram bem, excepto quando se enganaram no número de votação de Portugal, fora isso, os três funcionaram bastante bem em palco e melhoraram a todos os níveis na apresentação da final. Houve falhas técnicas logo na primeira semifinal na actuação de Aram Mp3 que foram corrigidas no dia da final.
   Os post cards deste ano foram muito bem pensados e executados, estão cada vez melhor, destaco o de Portugal por ser diferente do habitual, a técnica utilizada foi o body painting onde Suzy se pintou a ela própria com as cores da bandeira nacional e se fundiu com a mesma. Boa ideia para este post card que foi destacado por todos como um dos mais originais, Portugal a fazer um bom trabalho.


   No que toca à prestação dos artistas, na minha opinião, todos eles estiveram à vontade e proporcionaram-nos momentos muito bons. Uns pela música, outros pela voz, outros pela energia em palco, todos eles transmitiram algo que faz nascer em nós uma vontade de ver mais e mais as actuações desta Eurovisão.
   Eurovisão que é Eurovisão trás sempre consigo alguns dissabores.  Fiquei escandalizado com a não passagem de Portugal à final, todos estavam com Portugal, Suzy fez um excelente trabalho, a melhor prestação que o nosso país teve a seguir à Senhora do Mar de Vânia Fernandes em 2008, os estrangeiros adoraram a Suzy e a música Quero Ser Tua, estava garantido o sucesso, a arena dançou e cantou com Suzy, tudo indicava uma passagem de Portugal, na hora de abrir o último envelope a arena gritava Portugal, a emoção estava ao rubro e a temperatura subia cada vez mais e de repente levamos com um balde de água gelada vindo directamente da Islândia. O nome de Portugal não consta da lista, mais uma vez ficamos em 11º lugar não conseguindo o apuramento. Esta foi para mim a maior injustiça deste festival porque tenho a consciência do bom trabalho que Portugal fez a todos os níveis para garantir um lugar na final. Fizemos uma actuação refrescante que se destacava das restantes músicas por ser o tema com mais cheiro a verão desta edição mas pelos visto não foi suficiente. Parabéns Suzy por me encheres de orgulho, parabéns Portugal.
   Na segunda semifinal o mesmo dissabor aconteceu com Israel, também este país merecia a passagem à final.


   Chegou a hora de falar da vencedora deste grandioso festival, Conchita Wurst, a diva, como lhe chamei nos comentários que escrevi sobre o primeiro dia de ensaios dos países participantes na segunda semifinal, chegou viu e venceu. Grande prestação de Conchita, uma actuação simplista mas do melhor que vi nesta Eurovisão, tudo naquela actuação fazia sentido, o cenário era simplesmente lindo e a simpatia que Conchita foi mostrando ao longo desta fase eurovisiva falou por si. Eu já sou apaixonado pela Conchita. 


   Fiquei contente por ser a vencedora da edição número 59 do Eurofestival, calando assim muitas vozes que se levantaram contra ela quando a Áustria a anunciou como sua representante. Está provado que a Eurovisão não é para quem quer mas sim para quem pode e Conchita pôde. O que importa aquilo que se é ou deixa de ser quando se canta desta forma? Penso que a partir daqui o ESC será diferente, os preconceitos já eram… e quem está mal (leia-se Rússia, Turquia e afins) que se mude. Conchita foi um autêntico fénix que transpirou fogo no palco e que deixou a Europa em alerta vermelho devido à temperatura muito quente que se fez sentir na arena e na minha televisão. Parabéns Conchita Wurst. 
   Para o ano é a vez da Áustria organizar a Eurovisão e tenho a certeza que nos vão proporcionar um óptimo espectaculo. 
   E nunca mais é Maio de 2015.


15/05/2014
Imagens Google/ Vídeos: youtube

1 comentário:

  1. Adorei! Simplesmente adorei! Podia ter posto um pouco de negativismo, mesmo assim, o que me chamou mais à atenção foi mesmo: "E nunca mais é Maio de 2015." As pessoas ditas "apaixonadas" por este festival, que VIVEM o festival sentem mesmo isso, uma ânsia, algo que não consolam a partir do momento em que um festival acaba, e o outro começa, e aí, já mais um ano passa e nós a ouvirmos sempre as mesmas músicas que muita gente acha aborrecida, mas que para os fãs da Eurovisão são cada vez mais e mais mágicas. A partir deste dia, a faltar um ano, já estamos nós a especular quem vence mais uma edição, sem sequer dar conta que já passou um ano, e nós especados em frente à televisão ou mesmo a vibrar com os outros eurofãs, cantamos e dançamos, sem nunca cansar, pois isto movimenta-nos! :D

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