Apreciações Musicais - ESC 2017: Albânia



LINDITA- "WORLD"



André Sousa: Se há coisa que eu gosto na Albânia são os seus instrumentais. Apresentam, em norma, algo intenso, bem composto. Harmonicamente, gosto bastante da composição. Toda a conjunção entre instrumentos faz com que a canção resultem bem.

Andreia Valente: Um instrumental muito forte que se destacará por não ser eletrónico. “World” soa a uma música que poderia ter concorrido em qualquer ano desta década mas nunca caí no antiquado.

Catarina Gouveia: Seria um dos melhores instrumentais do ano se não fosse tão ofuscado pelos coros excessivos. Ainda assim, é uma canção bastante poderosa, com um final arrebatador. A Albânia sabe que teve o tema mais medíocre e enfadonho de 2016, e em 2017 conseguiu redimir-se.

Daniel Fidalgo: Demasiado produzido. Há demasiado a acontecer em simultâneo. Faz com que a melodia não seja bem definida.

Diogo Canudo: Talvez das melhores músicas que a Albânia levou nos últimos anos e uma das mais consensuais do país também. Um instrumental que junta o clássico com o moderno, e que prima pela qualidade e por um instrumental impressionante.

Elizabete Cruz: No lote das baladas esta é com certeza das mais esquecíveis. Nem as guitarras ajudaram a salvar a situação.

Jessica Mendes: “Botë” nunca me tinha chamado a atenção mas o revamp fez-me gostar bem mais desta proposta. É poderosa e a melodia do piano é fantástica.

Joana Raimundo: Penso que um instrumental bonito já faz parte da Albânia, e este ano… Quase que não chega lá. Está super confuso.

Neuza Ferreira: A-rra-sa-dor. Bom, bom, bom. Comparando ao do ano passado, é uma masterpiece.


André Sousa: Destaco a voz como o ponto mais positivo da composição. Uma voz forte, demarcada, com as palavras bem abertas. Saliento ainda a facilidade da Lindita atingir as notas que são pretendidas.

Andreia Valente: O mérito da seleção albanesa resume-se sempre na escolha de vocalistas fenomenais e Lindita não foge à regra, sendo uma das vocalistas mais poderosas deste ano. 

Catarina Gouveia: A meu ver, gritaria não é necessariamente arrasar vocalmente. É uma interpretação excelente até chegarmos aos 2 minutos da canção e ficarmos com uma dor de cabeça descomunal.  

Daniel Fidalgo: Lindita tem um aparelho vocal inacreditável. Mas a sobreprodução do tema, em paralelo com uma voz poderosa, torna “World” numa explosão de barulho difícil de ingerir. 

Diogo Canudo: Adoro a voz de Lindita. Super afinada e tem estofo o suficiente para atingir todas as notas com facilidade.

Elizabete Cruz: Mesmo com uma música que não vale muito, Lindita distingue-se por ser uma das que grita mais. Ainda bem, no meio de tanta música calma alguém tem que nos acordar.

Jessica Mendes: Lindita tem indiscutivelmente uma das melhores da Eurovisão deste ano e aquela nota longa é impressionante, mas por vezes sinto-a engolida pelo instrumental.

Joana Raimundo: Tem potencial, especialmente na parte final. Em geral, é fraca mas até à Eurovisão, pode ser que melhore.

Neuza Ferreira: Vocais incriveis. Voz incrivelmente poderosa.


André Sousa: A intérprete não necessita de muito para deixar a sua marca. Só a sua postura é um marco forte em termos visuais. Detentora de uma sensualidade enorme, a intérprete consegue cativar quem assiste à sua performance. 

Andreia Valente: Lindita não é estranha nenhuma aos grandes palcos e está muito claro que a interprete vai liderar esta canção com a garra que é precisa para encher o palco de Kiev. 

Catarina Gouveia: Lindita tem imenso carisma ao defender a sua canção. Admito que inseria em palco uns violinos ou uma bateria para o trabalho de câmaras ser mais dinâmico, pouco mais do que isso.

Daniel Fidalgo: A voz acaba por sobressair e marcar a presença da cantora em palco. Carisma e elegância caracterizam a postura da cantora, que deve ser mantida em Kiev.

Diogo Canudo: Basta apenas ter um microfone à frente para Lindita arrasar. Não é preciso para esta proposta efeitos visuais e cénicos. Lindita é uma intérprete com I grande e chama logo a atenção em qualquer palco. Espero que mantenha a mesma atitude com que levou à final da Albânia em dezembro.

Elizabete Cruz: Lindita consegue chamar a atenção, mas não tenho a certeza se conseguirá fazer o mesmo a cantar em inglês. Afinal, é muito mais fácil exprimirmo-nos na nossa língua materna.

Jessica Mendes: Quando se tem uma voz destas, não é preciso mais nada.

Joana Raimundo: A Lindita bem que tenta, mas para uma música um pouco mais pesada, ela está aquém do esperado, com expressões de sofrimento demasiado forçadas. 

Neuza Ferreira: Expressiva, tendo em conta a letra e também o instrumental.


André Sousa: Toda a letra fala de dor e sofrimento. Mostra uma força enorme e cantada desta forma é um arraso. 

Andreia Valente: Adorava poder ouvir a versão albanesa desta canção em Kiev porque tem uma sonoridade muito especial, mesmo que a mensagem não fosse universal, mas o revamp foi muito bem feito. “World” é uma mensagem de paz que vem de um sentimento de desespero e  o instrumental transparece exatamente isso.

Catarina Gouveia: Tudo bem que é sempre bom relembrar o mundo de que o amor nos une e que as guerras não prestam, mas é uma temática mais que batida no festival. É mesmo ter preguiça de puxar um pouco pela originalidade.

Daniel Fidalgo: Preferia, de longe, a versão albanesa. O inglês acaba por tornar a canção menos interessante e terá mais dificuldades em de destacar num concurso cada vez menos cultural e mais homogéneo.

Diogo Canudo: Uma letra de dor, de angústia, com o uso de algumas metáforas, que consegue passar tudo aquilo que a cantora quer transmitir. Apesar de estar melodicamente e liricamente bem construída, transmite imensa força.

Elizabete Cruz: A Albânia é doutorada em transformar músicas engraçaditas em nada de especial por traduzirem a letra para inglês. O que perdoa ligeiramente a situação é a letra merecer ser entendida.

Jessica Mendes: Este tipo de letra cai sempre em alguns clichés mas gosto bastante do verso que muda no último refrão e que assim faz com que a música comece com uma questão e acabe com um desejo.

Joana Raimundo: Bastante dramática, com um toque de dor e sofrimento, em inglês, penso que perdeu algum impacto.

Neuza Ferreira: Intensa, dramática. Gosto. Só é pena o refrão ser um pouco fraco.


André Sousa: Apesar de conseguir um lugar na final, não irá ficar bem classificada.

Andreia Valente: Acho justo, não só passar à final, mas ficar no Top 10. No entanto, seja o stagging ou a ordem da atuação desfavoráveis, é possível  que a Albânia não atinja o Top 10.

Catarina Gouveia: A Albânia tem tudo para regressar à final do festival e conseguir um resultado a meio da tabela.

Daniel Fidalgo: Terá dificuldades em alcançar o apuramento.

Diogo Canudo: Ficará na final nos últimos 10 lugares.

Elizabete Cruz: Não consigo prever uma final para isto.

Jessica Mendes: Tem de ir à final.

Joana Raimundo: Provavelmente chegará à final. 

Neuza Ferreira: Não passa à final.


André Sousa: 7 pontos.

Andreia Valente: 10 pontos.

Catarina Gouveia: 6 pontos.

Daniel Fidalgo: 5 pontos.

Diogo Canudo: 6 pontos.

Elizabete Cruz: 3 pontos.

Jessica Mendes: 8 pontos.

Joana Raimundo: 4 pontos.

Neuza Ferreira: 7 pontos.

Total: 56 pontos


André Sousa: Só espero que não estraguem mais um bom tema. 

Andreia Valente: A identidade Albanesa está viva e que lindita ela é. 

Catarina Gouveia: Fiquei sem tímpanos. 

Daniel Fidalgo: Por vezes, “mais é menos”…

Diogo Canudo: Já chega de mudarem as músicas que já estão boas à toa!

Elizabete Cruz: Albânia, a estragar músicas desde sempre.

Jessica Mendes: Se acham a nota longa da Lindita impressionante, deviam ouvir-me de cada vez que o Benfica marca um golo.

Joana Raimundo: Revamp fail. 

Neuza Ferreira: O que é bom acaba depressa, sadly.


1.º Albânia - 56 pontos.


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