Apreciações Musicais - ESC 2018: Albânia




Eugent Bushpepa - "Mall"





André Sousa: Uma melodia simples, em que o instrumental varia entre batidas fortes e ligeiras. Parece que, por momentos, estou a ouvir uma marcha militar. Aquelas batidas no tambor, remete-me um pouco para a actuação da França em 2015.

Andreia Valente: “Mall” não pertence a 2018, nem ao futuro, nem ao passado. Não tem um instrumental extremamente inovativo e não precisa de ter. O conjunto completo é perto de perfeito. 

Catarina Gouveia: Eugent Bushpepa disse, numa entrevista, que os dias das baladas interpretadas por mulheres a representar a Albânia acabaram. É verdade, mas não quer dizer que isso seja uma coisa positiva. Este rock suave é chatinho, repetitivo e esquecível. Volta, Lindita.

Daniel Fidalgo: A Albânia apresenta-se sempre com um instrumental o menos eletrónico possível. Este ano em particular não é exceção e confesso que é um dos que mais me cativa. Vai progredindo ao longo da canção, para culminar numa intensa mistura de folk rock. É muito forte e emocional, nomeadamente quando se entra no último refrão de “Mall”. 

Diogo Canudo: Uma batida moderna mas ao mesmo tempo com o seu toque de requinte. Se calhar passadas 15 músicas ninguém se lembra da proposta albanesa.

Elizabete Cruz: Este é exatamente o tipo de música que gosto de ouvir no fim de um dia stressante para poder relaxar um pouco. Tem o efeito de levar a minha mente para um lugar diferente. No entanto, acho que com o revamp a música perdeu muito do seu poder, embora já se soubesse que este não seria um revamp fácil de se fazer.

Jessica Mendes: Não estava à espera disto depois de tantos anos com a mesma fórmula. É uma música com toques mais rock mas que acabou por perder parte da sua força com o revamp. Ainda assim, tendo em conta que tiveram de cortar 1 minuto e meio, acho que a missão foi bem sucedida.

João Vermelho: O instrumental é rico em diversidade e qualidade, é diferente do que vamos ouvir das restantes participações, é uma melodia bastante cativante, pessoalmente agrada-me.

Neuza Ferreira: É um instrumental simples e bastante agradável ao ouvido, perfeitamente adequado à voz do intérprete e à letra da canção.

Patrícia Leite: A Albânia traz-nos um instrumental bem diferente da edição anterior. Este ano traz-nos um instrumental mais virado para o rock, diferente das baladas orquestrais a que nos tem habituado. Contudo, apesar da diferença que assume perante as restantes músicas, não sei se será o suficiente para que a Europa se renda. 

Pedro Anselmo: É um tema com uma melodia muito bonita que vai crescendo à medida que a canção se vai desenrolando. É um tema mais rock e diferente dos demais.

Pedro Lopes: Não tendo sido a minha favorita durante a final nacional do país, é sem sombra de dúvidas o instrumental de “Mall” o fator que me faz gostar bastante da proposta. Um tema rock forte, que já provou que consegue manter toda a sua intensidade nas atuações ao vivo.

Tiago Lopes: Uma música que começa calma, com o som de uma guitarra e uma batida, ao longo da melodia vão aparecendo mais instrumentos, o que tornam esta melodia bastante interessante. 


André Sousa: Com um voz bastante peculiar, acho que este é o ponto forte de toda a composição. É bom ver a Albânia a ser representada por uma voz masculina. A intensidade que ele consegue dar à letra, e o sentimento que coloca na interpretação são, sem dúvida, a grande mais-valia. 

Andreia Valente: Acredito que “Mall” tenha ganho na Albânia por causa da voz fenomenal de Eugent Bushpepa. Um rockeiro com um vocal range enorme e com uma sensibilidade que torna a canção melancólica e esperançosa ao mesmo tempo. 

Catarina Gouveia: Ele tem uma voz perfeita para este tipo de canção, semelhante à de vocalistas de imensas bandas do género. É irrepreensível durante toda a canção, ainda que alguns dos “gritos” me façam sangrar dos ouvidos.

Daniel Fidalgo: O aspeto mais forte desta canção. Sem dúvida que será uma das melhores, se não mesmo a melhor voz da competição. Timbre bonito e voz intensa dão forma a “Mall”, o que acaba por transmitir a mensagem da melhor maneira possível.

Diogo Canudo: Eugent tem uma voz impressionante. Os agudos são fenomenais, principalmente na parte final da canção.

Elizabete Cruz: Eugent tem uma voz rouca, maravilhosa, que eu podia ouvir o dia todo sem me cansar. É com certeza o ponto forte da proposta.

Jessica Mendes: Eugent canta maravilhosamente bem e chega a notas incríveis.

João Vermelho: Gosto do timbre do Eugent, e tem uma voz bastante potente, cativa-me bastante, Eugent é bastante carismático a cantar.

Neuza Ferreira: Eugent tem uma voz que se destaca, que é bastante agradável de se ouvir, e que acima de tudo encaixa perfeitamente no instrumental.

Patrícia Leite: A voz parece bastante segura, contudo não gosto de ouvir os agudos durante os refrões. Não soa bem durante a atuação ao vivo.

Pedro Anselmo: Eugent Bushpepa tem uma voz poderosa. Acho-o irrepreensível.

Pedro Lopes: O ano passado, era inevitável admitirmos que a voz de Lindita era o que mais marcava a canção albanesa. Este ano, Eugent não fica muito atrás. Considero a sua grande amplitude vocal como outro dos melhores aspetos do tema.

Tiago Lopes: Das melhores vozes masculinas no concurso! 


André Sousa: Espero que ele expluda um pouco mais na sua apresentação na Eurovisão. Um tema como este pressupõe que exista um pouco mais de entrega. Que o Eugent não fique tão estático em palco. 

Andreia Valente: Bushpepa não é um showman. Quando se tem uma boa canção e talento deixa de ser preciso escalar paredes. “Mall” é uma canção escrita por ele e nota-se, no palco, o sentimento por detrás de cada palavra que canta. 

Catarina Gouveia: Eugent, pelo que se viu da atuação no FiK, não parece um intérprete muito cativante em palco, passando a imagem de que está em casa a cantar ou no estúdio a gravar o single

Daniel Fidalgo: Adequada à canção. Deve-se melhorar o plano de câmara em relação à final nacional albanesa. A voz de Eugent, o seu carisma e a canção em si serão suficientes para encher o Altice Arena em maio. 

Diogo Canudo: Desde que vi logo a primeira atuação na final albanesa, fiquei logo com boa impressão. Talvez seja só preciso um remake no visual do cantor e do cenário para a presença se fortalecer. 

Elizabete Cruz: É a típica atitude de banda rock e para mim funciona assim. Não acho que sejam precisas mudanças.

Jessica Mendes: Eugent enche o palco só com a sua voz e não é preciso mais nada.

João Vermelho: Espero que aproveitem a boa onda do Eugent na sua interpretação e saibam tirar o melhor proveito disso, esta música pede um bom jogo de câmaras como no videoclip.

Neuza Ferreira: Achei a presença de palco muito fraca durante a atuação no FiK 56. Espero que hajam várias melhorias no palco da Eurovisão.

Patrícia Leite: A meu ver, o cantor ficaria melhor se não tivesse a banda no palco. Penso que ficaria melhor apenas o cantor e os backing vocals no palco.

Pedro Anselmo: Mostra-se muito confortável em palco. Uma actuação como na final nacional deverá ser suficiente para o ajudar a garantir um bom resultado.

Pedro Lopes: Já tivemos duas provas de que Eugent consegue “dominar bem” um palco com grandes dimensões. Como não deverá estar sozinho, de certeza que não se irá perder no palco de Lisboa.

Tiago Lopes: Embora Eugent consiga transmitir alguma emoção pela sua forma de cantar, falta-lhe mais interatividade com o público e com as câmaras. Tendo sido escolhido a representar o seu país ainda em dezembro, creio que terá tido tempo para melhorar estes aspetos.  


André Sousa: Uma letra que, particularmente, me toca. Sinceramente gostei da forma como está estruturada e da mensagem que passa. 

Andreia Valente: Mas que letra tão maravilhosa. “Eu quero sossegar hoje, deitado nesta cama onde os sonhos divinos curam qualquer ferida” – estou rendida. 

Catarina Gouveia: Um dos pontos mais positivos de “Mall” é ser interpretada em albanês, um idioma bonito que funciona bem nesta canção em específico. É uma canção que nos deixa completamente rendidos, tem uma escrita impecável.

Daniel Fidalgo: Uma canção que fala de saudade, da falta que se sente da família, quando não a temos por perto. Não sou grande fã do albanês, mas nesta canção soa muito bem.

Diogo Canudo: Um poema de amor sem fundamentalismos. Não me irrita o poema, acho que se enquadra perfeitamente com a proposta.

Elizabete Cruz: Fiquei tão feliz por terem mantido a letra em albanês! E mesmo sendo uma letra de amor, devo dizer que esta é uma das mais bonitas do ano, dentro do género.

Jessica Mendes: Apesar de o tema ser o amor, é uma letra extremamente bem feita e sem os lugares comuns normalmente usados.

João Vermelho: É uma letra bonita, uma construção melodicamente bem estruturada e em albanês soa bem no ouvido. Destaco esta parte: “Eu quero acalmar esta noite, deitado nesta cama onde os sonhos divinos curam cada ferida.” Profundo e com que me identifiquei.

Neuza Ferreira: Que letra magnífica e com sentido! O meu maior medo é que a letra deixe de fazer sentido quando a canção for reformulada.

Patrícia Leite: A letra da Albânia fala-nos de duas pessoas separadas fisicamente. Percebe-se o porquê da atitude quase “desesperada” do cantor em palco. 

Pedro Anselmo: Um poema de amor em albanês que fica muito bem cantada nesta língua. Felizmente, a Albânia parece não cometer o mesmo erro dos anos anteriores, em que piorou as suas canções ao traduzi-las para inglês.

Pedro Lopes: Sendo a Albânia o “país mestre” em alterar canções, já esperava que “Mall” acabasse por ser traduzido. Mas parece que já aprenderam com os erros das últimas duas edições, e que vão manter a língua nacional. Ah, vitória portuguesa…

Tiago Lopes: A Albânia volta a apostar na sua língua materna. Esta letra fala da saudade, da ânsia de ter alguém perto como outrora.  


André Sousa: Acredito que isto consiga passar à final.

Andreia Valente: A primeira semifinal é uma semifinal muito difícil. Não acho que a Albânia consiga distinguir-se o suficiente para se apurar para a final.

Catarina Gouveia: A Albânia tem adorado ficar pela semifinal, a julgar pela mediocridade que tem enviado ano após ano desde 2015. Este ano não será diferente.

Daniel Fidalgo: Se se fizer justiça, é finalista sem grande margem para dúvidas. A reputação da Albânia na Eurovisão não é das melhores, mas espero que a Europa vote em canções e não em países! Na final, merece, pelo menos, uma das primeiras 10 posições. 

Diogo Canudo: É bom que passe à final…

Elizabete Cruz: Infelizmente vejo a Albânia a ser underrated e ficar pela semifinal.

Jessica Mendes: Fica na semifinal.

João Vermelho: : Penso que não terá uma grande classificação na semifinal, acho que será complicado a passagem à final, mas quem sabe?

Neuza Ferreira: Espero que passe à final, mas tenho alguma dúvidas que isso vá acontecer.

Patrícia Leite: Infelizmente a Albânia não fará parte do lote dos finalistas na grande final.

Pedro Anselmo: Infelizmente, não a vejo a passar à final.

Pedro Lopes: Gostava muito de um retorno da Albânia à grande final do ESC. Mesmo que seja para depois ficar no bottom 5

Tiago Lopes: Dificilmente conseguirá o apuramento para a final.


André Sousa: 3 pontos.

Andreia Valente: 8 pontos.

Catarina Gouveia: 3 pontos.

Daniel Fidalgo: 12 pontos.

Diogo Canudo: 6 pontos.

Elizabete Cruz: 6 pontos.

Jessica Mendes: 8 pontos.

João Vermelho: 6 pontos.

Neuza Ferreira: 7 pontos.

Patrícia Leite: 5 pontos.

Pedro Anselmo: 4 pontos.

Pedro Lopes: 5 pontos.

Tiago Lopes: 3 pontos.

Total: 76 pontos


André Sousa: A Albânia a trazer um pouco de novidade este ano ao certame.

Andreia Valente: Se calhar a receita é mesmo não apostar em mulheres gritantes. 

Catarina Gouveia: A Albânia não está Mall, está péssima!

Daniel Fidalgo: Cara delegação albanesa, nem sequer lhe passe pela cabeça alterar seja o que for neste tema, transformando-o numa mistura esquisita de sonoridades, como já tem acontecido nos anos anteriores! E que “Mall” fique em albanês!

Diogo Canudo: Albânia a primar pela qualidade.

Elizabete Cruz: Só temos a agradecer por Eugent ter trazido de novo o albanês para a competição!

Jessica Mendes: 3 cantores de origem albanesa e aquele que vai ficar mais mal classificado é o que representa a Albânia…

João Vermelho: Que passe à final pois merece!

Neuza Ferreira: Que coisa encantadora...

Patrícia Leite: Desesperado para encontrar o amor.

Pedro Anselmo: Obrigado por não terem mudado a música para inglês, a sério!

Pedro Lopes: Um rock suportável.

Tiago Lopes: Do bem ou Mal(l), a música é cantada em albanês. 



1.º Albânia - 76 pontos.

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Vídeo: Eurovision Song Contest

1 comentário:

  1. A Albânia tem 12 pontos por mim, era fixe ver o Eugent a ganhar a Eurovisão.

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