Apreciações Musicais - ESC 2018: Grécia



Yianna Terzi - "Oneiro Mou"



André Sousa: Já se cria uma grande expetativa em torno desta canção. Pessoalmente, volto a destacar a parte étnica que este tema tem. Desde que o ouvi pela primeira vez, fiquei logo apaixonado. A melodia é algo relaxante, que é capaz de nos transportar no tempo, que nos faz viajar. Por isso é que acho que nesta canção reside um grande potencial, porque a música é isto, capaz de nos fazer percorrer quilómetros, sem termos de sair da nossa própria casa.

Andreia Valente: “Oneiro Mou” é o nome ideal para esta canção porque parece algo mesmo saído de um sonho. Adoro o último minuto da canção: o coro, o quarteto de cordas, o tambores e os agudos de Yianna. A aposta da Grécia tem um tom étnico (que faz falta este ano!), mas precisava que houvesse uma maior evolução de dinâmica porque parece que estamos a ouvir o mesmo refrão durante 3 minutos.

Catarina Gouveia: Confesso que estranhei a proposta grega à primeira audição, talvez porque estou tão anestesiada com o estado atual da Eurovisão, que já estranho quando vejo algum traço cultural diferente do que é feito nos países nórdicos. À segunda, rendi-me completamente a esta balada étnica, apesar de sentir por vezes que é uma canção um pouco repetitiva e até mesmo cansativa. 

Daniel Fidalgo: Finalmente! A Grécia está de volta com um grande instrumental que tanto pisca o olho ao comercial como também à qualidade, ao épico e às excelentes sonoridades gregas. É este o caminho a seguir pelo país e não apostar em canções de eurodance genéricas, que qualquer país pode levar. Não digo com isto que a Grécia não possa variar de estilo musical, mas não pode esquecer a qualidade e saber que tem sonoridades lindíssimas que os europeus adoram. O instrumental vai crescendo ao longo da canção e é bastante impactante. Sendo muito bem produzido e orquestrado, Grécia tem dos meus instrumentais preferidos nesta edição.

Diogo Canudo: Não é um pop comum. Chega até mesmo a estranhar para depois entranhar-se dentro de nós. Não me fascina sinceramente, nem faz parte do estilo de músicas que costumo ouvir normalmente. Mas compreendo o facto de ser uma forma de viragem face aos resultados catastróficos que a Grécia tem vindo a ter nos últimos anos.

Elizabete Cruz: A Grécia voltou a apostar na sua cultura! Bem sabemos que da última vez que isso aconteceu não correu muito bem, mas este é um instrumental bastante apelativo, diria até místico, que facilmente vai sobressair.

Jessica Mendes: Estava de pé atrás em relação a esta música por causa do nome. Achava que ia sair daqui uma balada básica mas acabou por ser uma agradável surpresa. O início não me convence de maneira nenhuma mas o instrumental místico é muito interessante mas podia ser mais bem explorado para haver uma maior explosão no final.

João Vermelho: Super original, adoro os sons étnicos, acho um instrumental rico em diversidade e qualidade.

Neuza Ferreira: Arrisco-me a dizer que é dos melhores instrumentais que a Grécia enviou à Eurovisão nos últimos cinco anos. Não sendo um instrumental inovador – aliás, está bem longe de tal –, é um instrumental que se nota perfeitamente que foi preparado para esta letra e para lhe conferir o significado que tem.

Patrícia Leite: A Grécia este ano traz-nos algo completamente diferente dos outros anos. Um instrumental típico de países dos balcãs. Contudo é um pouco repetitivo. Veremos como será em Lisboa. 

Pedro Anselmo: Depois do desastre do ano passado, a Grécia volta às suas origens, com uma canção excelente. Não costumo ser fã das canções que a Grécia leva ao ESC, mas cada vez mais fico rendido a esta música.

Pedro Lopes: Misterioso, daqueles que eu bem gosto! Uma grande surpresa por parte da Grécia, depois do descalabro do ano passado. E nem se compara à também tentativa fracassada no ano de 2016. A música é mesmo mágica. Identificamos de imediato as sonoridades gregas. Senti-me a transportar no tempo para o ano de 2004, quando a Grécia mostrou ao mundo os seus Olímpicos. Música bem épica!

Tiago Lopes: Os sons étnicos aliados com sons mais contemporâneos tornam esta proposta muito interessante.Se tem sons característicos do seu país, já me convence.


André Sousa: Adoro a voz, e para não falar que esta canção é cantada em Grego. Acho que é uma grande mas uma grande aposta da Grécia este ano. Após alguns anos com músicas em Inglês, retorna em bom na língua materna e sinceramente, acho que vão ser muito valorizados por isso.

Andreia Valente: A Yianna tem a única voz com tom étnico deste ano, provavelmente. É uma voz divinal que parece estar a rezar ao seu Deus. 

Catarina Gouveia: A voz de Yianna é tão bonita, tão… grega! Podemos não entender nada do que ela está a dizer, mas a emoção está toda lá.

Daniel Fidalgo: Uma voz muito bonita, que se enquadra perfeitamente na mensagem de entrega da canção. Bastante controlada, sem grandes exageros vocais,Yianna entrega uma prestação vocal bastante consistente. 

Diogo Canudo: Acredito que a Yianna faça um brilharete vocal em palco, é o que é necessário para esta proposta ser bem sucedida.

Elizabete Cruz: Não sabemos como Yianna canta ao vivo, mas na versão estúdio parece que temos a voz forte que a música pede.

Jessica Mendes: Yianna tem uma voz muito grega com os graves típicos. Não é a melhor cantora do mundo mas não compromete. É um upgrade enorme face ao ano passado.

João Vermelho: A voz da Yianna é super angelical, faz nos viajar

Neuza Ferreira: A voz da Gianna é super agradável, contudo, parece-me que ao vivo não vai conseguir grande capacidade vocal.

Patrícia Leite: Uma típica voz grega, com alguns traços étnicos. Combina com o instrumental apresentado.  

Pedro Anselmo: Gosto muito da voz da Yianna Terzi. É suave e melodiosa.

Pedro Lopes: Parece-me um pouco que há uns certos arranjos na versão estúdio da canção, que não serão fáceis de ‘reproduzir’ numa atuação ao vivo…, mas, é esperar para ver. Gostei imenso do timbre da Yianna.

Tiago Lopes: A Yianna parece-me seguir sempre a mesma linha melódica em toda a canção. Não parecer ser uma música que puxe muito pela voz da intérprete, sendo que a emoção consegue ser transmitida.





André Sousa: Apesar de não existir qualquer vídeo da performance em palco, acredito que a artista e quem estruturar esta área, irá apostar em algo ético e pitoresco. Aguardo expectante por isto. 

Andreia Valente: “Oneiro Mou” vai ser um desafio para criar um staging cativante, especialmente para uma delegação grega que se esqueceu o que é bom staging depois de 2010.

Catarina Gouveia: A repetitividade da canção tem de ser colmatada com uma performance arrebatadora. Se em 2017 nos proporcionaram um dos palcos com a melhor produção, este ano tem tudo para ser perfeito.

Daniel Fidalgo: Espero que em Lisboa haja as típicas referências à cultura grega! Imagino Yianna vestida de branco, com um jogo de luzes e câmaras a acompanhar o desenvolvimento da canção, que vai crescendo ao longo dos seus cerca de três minutos. 

Diogo Canudo: É a Grécia, já sabemos que vai fazer algo espetacular em palco. Talvez vai recuperar o trabalho em palco que fez de 2005 a 2010 na Eurovisão. Estou ansioso para ver o que vai sair daqui.

Elizabete Cruz: Não sabemos o que vai acontecer em palco, mas a Grécia com certeza tem manobra para fazer uma boa performance.

Jessica Mendes: Há muito por onde pegar com este instrumental mas é preciso que não se criem expetativas que depois são desfeitas em palco como no ano passado.

João Vermelho: Apesar de nunca ter ouvido a Yianna a cantar ao vivo esta canção ela não costuma desiludir e com uma boa proposta cénica acredito numa grande atuação e presença em palco!

Neuza Ferreira: Ou isto corre muito bem em palco, ou corre muito mal.

Patrícia Leite: Desconheço como será a defesa desta canção, contudo não espero uma atuação muito forte. Apesar de apostar na língua nativa, com este instrumental não creio que será possível a passagem à final. 

Pedro Anselmo: A actuação tem tudo para ser épica, que a Grécia aproveite e surpreenda-nos a todos.

Pedro Lopes: Um pouco nervoso quanto a esta parte. Espero que a voz da Yianna não desiluda, mesmo! Quanto ao resto, e tendo em conta o cenário que apresentamos, é tudo deles!

Tiago Lopes: Tendo só a versão estúdio não há muito a dizer. Qualquer género de música que a Grécia leve, o palco nunca é deixado ao acaso. 


André Sousa: Uma das letras que mais me diz este ano. Bem estruturada, bom delineada e, sobretudo, bem interpretada.

Andreia Valente: “Como é que eu posso tornar claro que eu morreria por ti? Eu daria a minha vida por ti. Tu és o fim, o início, tu és tudo.” – que letra mais intensa. Acompanha a intensidade do instrumental na perfeição.

Catarina Gouveia: Finalmente uma boa canção em grego na Eurovisão, uma verdadeira expressão da devoção numa das línguas mais belas do mundo – Rússia e Ucrânia, aprendam! 

Daniel Fidalgo: É cantado em grego e só por isso já tem o seu valor acrescido. É uma canção que fala de amor, de uma entrega total, capaz até de alterar o seu próprio destino. 

Diogo Canudo: Fico feliz por ver um país, que sempre primou pelo inglês, a apostar na sua língua nativa. 

Elizabete Cruz: Antes de mais, que bom é voltar a ouvir o idioma grego! Só embeleza a letra, que é um poema de amor diria que um pouco desesperado, mas ainda assim um poema bem construído.

Jessica Mendes: Enquanto amante da língua grega, é um prazer voltar a ouvi-la no ESC. Tal como a música, também a letra é muito intensa.

João Vermelho: Uma letra muito bonita sobre o amor incondicional e fica tão bonito em grego!

Neuza Ferreira: Para mim esta letra é das melhores da primeira semifinal. Tem um significado profundo e está muito bem construída; acho que prima ainda mais por ser em grego e não em inglês.

Patrícia Leite: Sem dúvida que um dos pontos positivos desta canção é a letra na língua grega. A letra remete-nos para um lugar de utopia, um lugar onde não há impossíveis nem obstáculos que nos dificultam de alcançarmos aquilo que queremos. O que acaba por combinar com o instrumental e com a voz. 

Pedro Anselmo: Letra de amor, mas em grego só os nativos entendem, portanto parece-me bem.

Pedro Lopes: YES! Grego! Grego voltou à Eurovisão!! Mas para além disso, é, a par de outras canções deste ano, uma música que carrega uma forte carga emocional na sua letra. “Como queres que te diga/Que por ti eu morreria?”. É só um exemplo!

Tiago Lopes: A Grécia volta a presentear-nos com uma música em grego. “Oneiro Mou”, é uma composição que volta ao tema do amor, mostrando-nos a dedicação a alguém que se ama, tornando esse amor, quase em algo obsessivo e imprescindível para se viver.


André Sousa: Um resultado muito bom na final desta edição.

Andreia Valente: Por um lado, a Grécia já passou à final com canções mil vezes piores, mas por outro, a primeira semifinal é muito forte. Diria que não veremos a Grécia na final – como não vimos em 2016 e como não devíamos ter visto em 2017.

Catarina Gouveia: Espero que quem estiver a assistir a esta semifinal não estranhe esta canção à primeira como eu estranhei. A passagem da Grécia costuma estar sempre facilitada, e julgo que esta canção tem potencial para um top 15.

Daniel Fidalgo: Forte candidata a vencer a Eurovisão em Lisboa. Espero pelo menos que a Grécia volte ao glorioso top 5. 

Diogo Canudo: Top 10.

Elizabete Cruz: A Grécia vai provavelmente conseguir o melhor lugar dos últimos anos.

Jessica Mendes: Tudo dependerá do palco mas deverá conseguir um lugar melhor que o do ano passado.

João Vermelho: Finalmente a Grécia voltou às boas apostas, acredito que facilmente chegará à final e facilmente atingirá o Top 10 se a atuação corresponder com a música.

Neuza Ferreira: Talvez consiga ficar no top 15.

Patrícia Leite: Caso passe à final, apenas a vejo nos últimos lugares.

Pedro Anselmo: Vejo um top 15 para esta canção.

Pedro Lopes: Grécia vai voltar a estar nos 5 ou 10 primeiros lugares!

Tiago Lopes: Passa à final e fica no top 15.


André Sousa: 8 pontos.

Andreia Valente: 7 pontos.

Catarina Gouveia: 7 pontos.

Daniel Fidalgo: 12 pontos.

Diogo Canudo: 7 pontos.

Elizabete Cruz: 5 pontos.

Jessica Mendes: 8 pontos.

João Vermelho: 12 pontos.

Neuza Ferreira: 7 pontos.

Patrícia Leite: 5 pontos.

Pedro Anselmo: 8 pontos.

Pedro Lopes: 10 pontos.

Tiago Lopes: 7 pontos.

Total: 103 pontos





André Sousa: É disto que a Eurovisão devia ser feita: de etnicidade cultural

Andreia Valente: “Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Derradeiro, o Princípio e o Fim” – Apocalipse 22:13

Catarina Gouveia: A Grécia decidiu deixar de jogar ao macaco de imitação com a Suécia, finalmente!

Daniel Fidalgo: Grécia tem andado perdida nos últimos anos de competição. “Oneiro Mou” vai finalmente trazê-la de volta!

Diogo Canudo: A Grécia voltou à Eurovisão? O quê?

Elizabete Cruz: Bem vinda de volta Grécia das escolhas inteligentes, sentimos a tua falta!

Jessica Mendes: Agora a sério: onde é que está a Grécia de 2001 – 2012?

João Vermelho: Esta música apesar de não ser sobre o mar, só me faz pensar num oceano profundo.

Neuza Ferreira: “If you search the depth of me you'll bring my dream to life”. O sonho é alcançar um bom lugar na Eurovisão, certo?!

Patrícia Leite: Uma utopia grega. 

Pedro Anselmo: Finalmente uma música grega que eu gosto!

Pedro Lopes: Faz-me querer entrar no próximo voo rumo a Atenas!

Tiago Lopes: Mais água grega. 


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Finlândia - 117 pontos; 3.º Bélgica - 115 pontos;  4.º Israel - 112 pontos; 5.º Áustria - 107 pontos; 6.º Bulgária - 105 pontos; 7.º Grécia - 103 pontos; 8.º Arménia - 100 pontos; 9.º República Checa - 86 pontos; 10.º Lituânia - 77 pontos; 11.º Albânia - 76 pontos; 12.º Chipre - 75 pontos; 13.º Azerbaijão - 69 pontos; 14.º Croácia - 66 pontos; 15.º Bielorrússia - 48 pontos; 16.º Islândia - 31 pontos. 

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Vídeo: Eurovision Song Contest

1 comentário:

  1. Hi guys, Got here by chance. Thanks for the critic! The song is a dialogue between Greece and the Greeks. Yiannater represents the country and when you hear the choir is the Greeks answering back. She says it was written for every country and its citizen. Every person gets a different feeling, some see it as a love song, some as a devotion song, some as Mother Earth and human analogy... Also many people mentioned the repetitiveness , I think it is on purpose, since it is not in English so people can sing along easier��Many greetings from Greece and love❤️

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